terça-feira, 15 de setembro de 2009

Engolindo verdades...(parte1)

Apanhando da verdade. deixando ela te acertar na cara em cheio. Você então pega e escreve essa verdade num pedaço de papel, ai voce põe na boca e mastiga. Mastiga bem mastigadinha, e pensa nela enquanto isso. Ficou dificil mastigar? Engole então...e se dê o tempo de digerir cada uma delas.


Na teoria ficou fácil...agora vamo vê semana que vem...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

E faz tempo que penso e não digo...

Faz tempo que penso e não digo...faz tempo que penso e não escrevo aqui...se disser que senti saudades não seria uma mentira...talvez só uma inverdade, por várias vezes ameacei vir e deixar algo mas talvez por não ter tempo, talvez por não ter coragem, talvez por ter formulado e pensado tanto no que eu escreveria as palavras sempre pareciam usadas, gastas e repetidas...talvez pelo simples fato de que tudo neste meio tempo foi transitório ao meu ver. Foi um período de amadurecimento (meu sem duvidas), e aprender a viver comigo, e amar a mim mesma antes de me dar ao trabalho de querer ou tentar me justificar para um mundo que nunca pediu ou se importou com os meios mas sim com os fins...não sei o que foi. Confesso que me escapam réplicas ou treplicas (e quem me conhece sabe como eu sempre as tenho na ponta da língua ou os dedos...hoje me escapam.), faltam até mesmo motivos ou respostas, não sei se por não querer mais ter que explicar tudo que me move, ou por simples ato de rebeldia infantil de estar cansada de ser cobrada em dá-las. Não as quero, não preciso delas. Não estou dizendo que estou mais madura ou sensata, é que me apaixonei tantas vezes no metrô que perdi as contas (e porque haveria e querer contá-las?), me perdi tantas vezes no caminho pra casa (acho que por não querer chegar...), me resumi (e resumi a outros) tantas vezes em palavras rasas e vazias por motivos inúteis e desconexos (afinal, quem se da ao trabalho de resumir pessoas e lugares é porque não as quer por inteiro)...
Muita coisa mudou. Em mim. No mundo. Meus medos se mantêm. Meus amores, meus temores, meus palavrões, meus espirros sequenciais, minhas TPMs, minha cabeça toda confusa. Tem coisa que não muda, talvez por não precisar, talvez por não ter chegado a hora certa. Não me importa, não tenho pressa. Não preciso nem quero ter. Vou me arrumando, me aconchegando, me enxergando. Quem sabe assim acabe pensando menos...escrevendo mais...e me dando menos oportunidades de ser triste e calculada.